Tronco Encefálico e nervos cranianos (anatomia macroscópica, áreas de substância cinzenta, aspectos funcionais e clínicos)
TRONCO ENCEFÁLICO
Aula presencial de 03/09/2024
O tronco encefálico é dividido em mesencéfalo, ponte e bulbo.
Mesencéfalo
O mesencéfalo é uma parte essencial do sistema nervoso central, localizado entre o diencéfalo e a ponte. No mesencéfalo, encontramos o aqueduto cerebral, que divide essa estrutura em duas partes: uma dorsal e outra ventral.
Na região dorsal, conhecida como teto, estão presentes dois pares de estruturas chamadas colículos, sendo dois superiores e dois inferiores. Os colículos superiores estão relacionados à coordenação visual, enquanto os colículos inferiores são importantes para a audição.
Na região ventral do mesencéfalo, encontramos a substância negra e os núcleos rubros, ambos envolvidos no controle de movimentos automatizados e controlados. Esses movimentos, com a repetição, se tornam automáticos e passam a ser regulados por essas estruturas. A doença de Parkinson, por exemplo, é caracterizada pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos presentes na substância negra, resultando em dificuldades motoras.
Ponte
A ponte faz parte do tronco encefálico e está situada ventralmente ao cerebelo. Ela é responsável pela comunicação entre o cérebro e o cerebelo, principalmente no que diz respeito às funções motoras. Além disso, a ponte contém centros que regulam a respiração e o ritmo cardíaco.
Bulbo
O bulbo, outra estrutura do tronco encefálico, é importante para a condução de informações entre o cérebro e a medula espinhal. Dele saem os nervos cranianos IX a XII. Na região anterior do bulbo, encontramos as pirâmides bulbares, que são feixes de fibras nervosas descendentes do cérebro, responsáveis por conectar as áreas motoras cerebrais com os neurônios motores da medula. Um fenômeno importante que ocorre nessa região é a decussação das pirâmides, onde as fibras nervosas motoras se cruzam, resultando na inversão do lado do corpo que elas controlam.
Os nervos cranianos, de forma geral, inervam o crânio e possuem diversas funções, incluindo funções motoras, somatossensoriais, sensitivas especiais e regulação parassimpática. As fibras sensitivas, ou aferentes, podem ser divididas em quatro classes: somáticas viscerais, gerais, e especiais. As gerais são predominantemente mecânicas; as somáticas são não-víscerais; e as especiais incluem os quatro sentidos, exceto o tato. Já as fibras motoras, ou eferentes, são divididas em somáticas e viscerais.
Finalmente, é importante saber a origem dos nervos cranianos em relação às estruturas do sistema nervoso: no mesencéfalo emergem os nervos III a V, na ponte os nervos VI a VIII, e no bulbo os nervos IX a XII. Dentre esses, o nervo vago merece destaque por ser misto e desempenhar funções importantes no controle cardíaco, respiratório e digestório. Em práticas como a osteopatia, a descompressão do nervo vago é utilizada para auxiliar na regulação visceral.
00:32 O encéfalo é formado por: Cérebro, Tronco Encefálico e Cerebelo. O cérebro é subdividido em telencéfalo e diencéfalo. O tronco encefálico é subdivido em mesencéfalo, ponte e bulbo. E o cerebelo não possui subdivisão.

Bulbo
O bulbo é importante para a condução de informações entre o cérebro e a medula espinhal. Dele saem os nervos cranianos IX a XII. Na região anterior do bulbo, encontramos as pirâmides bulbares, que são feixes de fibras nervosas descendentes do cérebro, responsáveis por conectar as áreas motoras cerebrais com os neurônios motores da medula. Um fenômeno importante que ocorre nessa região é a decussação das pirâmides, onde as fibras nervosas motoras se cruzam, resultando na inversão do lado do corpo que elas controlam.
Os nervos cranianos, de forma geral, inervam o crânio e possuem diversas funções, incluindo funções motoras, somatossensoriais, sensitivas especiais e regulação parassimpática. As fibras sensitivas, ou aferentes, podem ser divididas em quatro classes: somáticas viscerais, gerais, e especiais. As gerais são predominantemente mecânicas; as somáticas são não-víscerais; e as especiais incluem os quatro sentidos, exceto o tato. Já as fibras motoras, ou eferentes, são divididas em somáticas e viscerais.
Finalmente, é importante saber a origem dos nervos cranianos em relação às estruturas do sistema nervoso: no mesencéfalo emergem os nervos III a V, na ponte os nervos VI a VIII, e no bulbo os nervos IX a XII. Dentre esses, o nervo vago merece destaque por ser misto e desempenhar funções importantes no controle cardíaco, respiratório e digestório. Em práticas como a osteopatia, a descompressão do nervo vago é utilizada para auxiliar na regulação visceral.
04:04 Essas estruturas são chamadas de pirâmides do bulbo, porque formam duas estruturas em formato piramidal. Na parte final da estrutura (parte de baixo), ocorre a decussação das pirâmides: inversão das fibras nervosas que saem do cérebro.
07:32 O bulbo contém fibras sensitivas, também chamadas ascendentes ou aferentes, porque saem da periferia e ascendem para o sistema nervoso central; e as fibras motoras, também chamadas descendentes ou eferentes, porque fazem o caminho inverso.

08:47 Nessa região do bulbo também se encontra o centro cardiovascular, que regula o batimento cardíaco e o calibre dos vasos sanguíneos e, por consequência, a pressão arterial. Assim, por exemplo, diante de uma pressão alta, estruturas do sistema cardíaco (barorreceptores) enviam essa informação ao bulbo, através dos nervos aferentes. Os núcleos do bulbo associados a esse centro emitem informação (através das fibras eferentes) de diminuição de pressão (através, por exemplo, de vasodilatação dos músculos lisos do vaso - aumento do calibre).
11:26 O bulbo também possui a área respiratória, com função de fazer com que o processo de respiração seja rítmico (controlando a frequência da respiração). Esse processo é realizado junto com a ponte. Então, por exemplo, há receptores que enviam a informação sobre oxigenação no sangue, para que essa parte do bulbo responda adequadamente.
13:36 No bulbo, também temos o núcleo grácil e o núcleo cuneiforme, responsáveis pelo envio de informações ao tálamo e gerarem interpretação do ambiente; o núcleo gustatório; os núcleos cocleares (associados à função auditiva) e núcleos vestibulares (associados ao equilíbrio). Esses nervos são sensitivos e, por isso, aparecem em vermelho na imagem.
A profa. perguntou à turma se lembravam da diferença entre "nervos" e "núcleos".
Como ela não voltou a explicar isso e como eu havia perdido as aulas anteriores, aqui está uma diferenciação dada pelo ChatGPT.
[Os nervos estão localizados no sistema nervoso periférico e atuam como "cabos" que transmitem sinais entre o SNC e o corpo. Em contraste, os núcleos são centros funcionais dentro do SNC que processam e transmitem informações.
Um núcleo é um aglomerado de corpos celulares de neurônios localizado dentro do sistema nervoso central. É uma região onde os corpos celulares de neurônios se agrupam para realizar funções específicas, como processar informações sensoriais ou coordenar atividades motoras.
Os nervos estão localizados no sistema nervoso periférico e atuam como "cabos" que transmitem sinais entre o SNC e o corpo. Em contraste, os núcleos são centros funcionais dentro do SNC que processam e transmitem informações dentro do cérebro e da medula espinhal.]
15:10 No bulbo, também há o núcleo olivar ou simplesmente oliva, que fornece instruções ao cerebelo para este ajustar a atividade muscular quando aprendemos novas habilidades motoras. Assim, o bulbo não ativa diretamente a musculatura, mas fornece informações ao cerebelo que é o que faz isso.
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16:44 Além disso, temos núcleos controladores do vômito, da deglutição, espirro, tosse e soluço.
17:37 O bulbo possui uma estrutura chamada de formação reticular, que atua na consciência e no despertar de sentimentos e interesse (junto com a ponte, o mesencáfalo e o diencéfalo). Isso na região chamada Sara, que atua na liberação de vários neurotransmissores como glutamato e serotonina, etc.
18:40 No bulbo, há os núcleos que originam os nervos cranianos de IX a XII (os últimos pares de nervos cranianos)
Ponte
Anotações da aula presencial de 03/09/2024:
A ponte faz parte do tronco encefálico e está situada ventralmente ao cerebelo. Ela é responsável pela comunicação entre o cérebro e o cerebelo, principalmente no que diz respeito às funções motoras. Além disso, a ponte contém centros que regulam a respiração e o ritmo cardíaco.
19:42 A ponte também contém tratos sensitivos e motores, da mesma forma que o bulbo, com o mesmo trânsito de informação de via dupla que o bulbo.
20:16 Os agrupamentos de neurônios presentes na ponte retransmitem impulsos nervosos das áreas motoras do córtex cerebral para o cerebelo.
20:38 A ponte contém os núcleos vestibulares (em associação com o bulbo), que são parte da via do equilíbrio para o encéfalo.
20:53 A ponte também apresenta a área pneumotáxica e a apnêustica (que, em associação com o bulbo, formam o centro respiratório, ajudam a controlar a respiração).
21:36 E a partir da ponte surgem os núcleos que vão compor os nervos cranianos de V a VIII.
Mesencéfalo
Anotações da aula presencial de 03/09/2024:
O mesencéfalo é uma parte essencial do sistema nervoso central, localizada entre o diencéfalo e a ponte. No mesencéfalo, encontramos o aqueduto cerebral, que divide essa estrutura em duas partes: uma dorsal e outra ventral. Na região dorsal, conhecida como tecto, estão presentes dois pares de estruturas chamadas colículos, sendo dois superiores e dois inferiores. Os colículos superiores estão relacionados à coordenação visual, enquanto os colículos inferiores são importantes para a audição.
Na região ventral do mesencéfalo, encontramos a substância negra e os núcleos rubros, ambos envolvidos no controle de movimentos automatizados e controlados. Esses movimentos, com a repetição, se tornam automáticos e passam a ser regulados por essas estruturas. A doença de Parkinson, por exemplo, é caracterizada pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos presentes na substância negra, resultando em dificuldades motoras.
Anotações do video gravado pela profa.:
22:11 O mesencéfalo também apresenta os tratos sensitivos e motores, com o mesmo trânsito de informação.
22:49 No mesencéfalo estão presentes os colículos, estruturas arredondadas. Os superiores estão associados ao movimento de cabeça, olhos e respostas a estímulos visuais (incluindo a movimentação do tronco). Os inferiores também cumprem essa função, mas em relação a estímulos auditivos.
24:08 Nele estão os núcleos que dão origem aos nervos cranianos de III a IV. Os nervos cranianos I e II não se originam do tronco encefálico, mas no cérebro.
25:19 No mesencéfalo, temos uma região muito importante chamada de substância negra ou nigra, e acima dessa substância há dois núcleos chamados de rubros. Ambos, contribuem para a formação de movimentos automatizados e voluntários. Na região de substância negra temos os neurônios dopaminérgicos (responsáveis pela produção de dopamina). A dopamina faz o controle fino dos movimentos do corpo (automatizados e voluntários). Pacientes que possuem degeneração na substância negra tendem a ter problemas nesse controle e se associam à doença de Parkinson. Assim, a pessoa perde o controle da voluntariedade dos movimentos.
27:49 Retomando um pouco: esses formatos meio que esféricos na figura são os núcleos. Esses núcleos são aglomerados de corpos celulares de neurônios que vão se unir, e seus axônios saem do SNC em direção à medula espinal e em direção à periferia. Então, por exemplo, como para cada par temos um par de núcleos (tanto de um lado quanto de outro). Temos um núcleo sensitivo e um motor do nervo V de um lado, e também um núcleo sensitivo e um motor do outro lado. Isso porque o par V é um nervo misto (ou seja, apresenta tanto fibras sensoriais quanto fibras motoras), também terá núcleo motor e núcleo sensorial. E a partir desses núcleos partem as estruturas de axônios que formam os nervos. Então, teremos o par de nervo craniano V. Há casos em que dois núcleos formam um mesmo nervo: núcleo coclear e núcleo vestibular que, juntos, formam o nervo vestíbulococlear (que é o par VIII). Então, cada nervo tem associado a ele um aglomerado de corpos celulares, de onde parte a informação (se for núcleo motor) ou para onde se encaminha a informação (se for núcleo sensitivo).
30:39 Então, são XII os pares de nervos cranianos, numerados de acordo com sua sequência crâniocaudal, mas somente os pares III a XII são tronculares. Embora sejam denominados "nervos cranianos", os nervos glossiofaringeo (IX) e o nervo vago (X), além de enervarem a região de crânio e pescoço, também enervam vísceras torácicas e abdominais. Inclusive, o nervo vago é extremamente importante para a ativação do sistema nervoso parassimpático.
31:53 Na imagem, as funções dos nervos cranianos.(PA significa pressão arterial). Eis a transcrição da imagem:
Funções:
- Inervação motora dos músculos da face, olhos, língua e maxilar e de 2 músculos cervicais (esternocleidomastoideo e trapézio);
- Informações somatossensoriais da pele, dos músculos da face e da articulação temporomandibular;
- Informações sensoriais especiais relacionadas com sensações visuais, auditivas, vestibulares, gustativas e olfativas;
- Regulação parassimpática do tamanho da pupila, da curvatura do cristalino, da frequência cardíaca, PA, respiração e digestão.
33:52Neste slide, foi apresentado um resumo sobre os nervos, com ênfase na diferença entre uma fibra aferente visceral e uma fibra aferente somática. A professora destacou que as fibras aferentes viscerais trazem informações das vísceras, enquanto as fibras aferentes somáticas transmitem informações sobre os músculos esqueléticos. Assim, as fibras viscerais estão geralmente associadas à musculatura de movimentos involuntários (como os músculos lisos, cardíacos e glândulas), enquanto as fibras somáticas estão relacionadas à musculatura voluntária (músculos esqueléticos).
Transcrição (acrescentando de onde o nervo parte):
Partem do Cérebro
I PAR – OLFACTÓRIO: Função sensorial (sentido do olfato). O nervo parte do telencéfalo. Classificação funcional: aferente visceral especial.
II PAR – ÓPTICO: Função sensorial (sentido da visão). O nervo parte do diencéfalo. Classificação funcional: aferente somático especial.
Partem do Mesencéfalo
III PAR – OCULOMOTOR: Função motora (músculos extrínsecos do olho, com exceção do reto lateral e oblíquo superior). O nervo parte do tronco encefálico (mesencéfalo). Classificação funcional: eferente somático e eferente visceral geral.
IV PAR – TROCLEAR: Função motora (músculo oblíquo superior). O nervo parte do tronco encefálico (mesencéfalo). Classificação funcional: eferente somático.
Partem da Ponte
V PAR – TRIGÊMEO: Função mista. O nervo parte do tronco encefálico (ponte). Raiz sensitiva: aferente somático geral. Raiz motora: eferente visceral especial.
VI PAR – ABDUCENTE: Função motora (músculo reto lateral). O nervo parte do tronco encefálico (ponte). Classificação funcional: eferente somático.
VII PAR – FACIAL: Função mista. O nervo parte do tronco encefálico (ponte). Raiz sensitiva: aferente visceral especial. Raiz motora: eferente visceral geral e eferente somático especial.
VIII PAR – VESTIBULOCOCLEAR: Função sensorial. O nervo parte do tronco encefálico (ponte). Classificação funcional: aferente somático especial.
Partem do Bulbo
IX PAR – GLOSSOFARÍNGEO: Função mista. O nervo parte do tronco encefálico (bulbo). Raiz sensitiva: aferente visceral geral. Raiz motora: eferente visceral especial.
X PAR – VAGO: Função mista. O nervo parte do tronco encefálico (bulbo). Raiz sensitiva: aferente visceral geral e especial. Raiz motora: eferente visceral geral e especial.
XI PAR – ACESSÓRIO: Função motora. O nervo parte do tronco encefálico (bulbo). Classificação funcional: eferente somático.
XII PAR – HIPOGLOSSO: Função motora. O nervo parte do tronco encefálico (bulbo). Classificação funcional: eferente somático.
Para decorar os nervos cranianos em ordem, suas funções (motor, sensitivo ou misto), e a estrutura de onde saem (telencéfalo, diencéfalo, mesencéfalo, ponte ou bulbo), podemos criar uma frase mnemônica que ajude a lembrar a ordem e associar as funções e origens.
Ordem dos nervos cranianos:
- Nervo Olfatório (I) – Telencéfalo – Sensitivo
- Nervo Óptico (II) – Diencéfalo – Sensitivo
- Nervo Oculomotor (III) – Mesencéfalo – Motor
- Nervo Troclear (IV) – Mesencéfalo – Motor
- Nervo Trigêmeo (V) – Ponte – Misto
- Nervo Abducente (VI) – Ponte – Motor
- Nervo Facial (VII) – Ponte – Misto
- Nervo Vestibulococlear (VIII) – Ponte – Sensitivo
- Nervo Glossofaríngeo (IX) – Bulbo – Misto
- Nervo Vago (X) – Bulbo – Misto
- Nervo Acessório (XI) – Bulbo – Motor
- Nervo Hipoglosso (XII) – Bulbo – Motor
Mnemônica para a ordem dos nervos:
"Oh, Oh, Oh, To Touch And Feel Very Good Velvet, AH!"
Essa frase simples ajuda a lembrar a sequência dos nervos cranianos.
Agora vamos usar outra mnemônica para lembrar função (se são motores, sensitivos ou mistos):
Sensitivo, Motor, Misto (em inglês, "Some Say Money Matters, But My Brother Says Big Brains Matter More"):
- Some – Olfatório (Sensitivo)
- Say – Óptico (Sensitivo)
- Money – Oculomotor (Motor)
- Matters – Troclear (Motor)
- But – Trigêmeo (Misto)
- My – Abducente (Motor)
- Brother – Facial (Misto)
- Says – Vestibulococlear (Sensitivo)
- Big – Glossofaríngeo (Misto)
- Brains – Vago (Misto)
- Matter – Acessório (Motor)
- More – Hipoglosso (Motor)
Alguns pares de nervos são exclusivamente eferentes, outros exclusivamente aferentes, outros são mistos. A partir daí, a professora falou sobre os diversos nervos, mas, em aula presencial, disse que não será necessário saber disso, a não ser, no máximo, sobre o nervo vago. Trata-se de um nervo misto, associado ao sistema nervoso parassimpático; em termos sensitivos (aferentes), sua função é fazer a regulação arterial e em termos motores (eferentes), sua função é mover os órgãos respiratórios, cardíacos e gastrointestinais.
Resumo visual
GLOSSÁRIO
Aqui está um glossário com base no conteúdo sobre "Tronco Encefálico e Nervos Cranianos":
1. Tronco Encefálico: Parte do sistema nervoso central, composto pelo mesencéfalo, ponte e bulbo. Atua como uma via de conexão entre o corpo e o córtex cerebral, além de abrigar os nervos cranianos e ter funções integradoras.
2. Mesencéfalo: Região superior do tronco encefálico, envolvida na coordenação dos movimentos dos olhos e da cabeça, além de respostas a estímulos visuais e auditivos.
3. Ponte: Parte do tronco encefálico situada entre o mesencéfalo e o bulbo, responsável por retransmitir impulsos nervosos e colaborar com o controle da respiração e do equilíbrio.
4. Bulbo: Parte inferior do tronco encefálico, responsável por funções vitais como a regulação cardiovascular e respiratória. Também contém centros responsáveis pelo vômito, deglutição e reflexos como espirro e tosse.
5. Formação Reticular: Rede de neurônios no tronco encefálico que participa da regulação da consciência, estado de alerta e várias funções autônomas.
6. Nervos Cranianos: Doze pares de nervos que emergem do tronco encefálico e inervam principalmente a cabeça e o pescoço. Os pares IX e X (glossofaríngeo e vago) também inervam vísceras torácicas e abdominais.
7. Substância Negra: Área do mesencéfalo que contém neurônios dopaminérgicos, fundamentais para o controle dos movimentos voluntários. A degeneração dessa área está associada à doença de Parkinson.
8. Decussação das Pirâmides: Cruzamento das fibras nervosas motoras na parte inferior do bulbo, onde ocorre a inversão do lado de controle do cérebro para o corpo.
9. Núcleo Olivar: Estrutura no bulbo que contribui para o ajuste da atividade muscular durante a aprendizagem de novas habilidades motoras.
10. Núcleos Sensitivos e Motores: Aglomerados de corpos celulares de neurônios que processam e transmitem informações no sistema nervoso central. Os núcleos sensitivos recebem informações do corpo, enquanto os núcleos motores enviam comandos para os músculos.
Este glossário oferece uma visão geral dos principais termos relacionados ao tronco encefálico e nervos cranianos. Se precisar de mais detalhes ou termos adicionais, estou à disposição para ajudar!
Aqui são apresentados dois exercícios sobre a matéria de tronco encefálico. Uma palavra cruzada e um jogo de associação de conceitos.
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