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Genética do desenvolvimento humano

 Transcrição de video-aula apresentado pela professora da disciplina.


Genética do Desenvolvimento Humano


























00:08 Profa. explica a imagem inicial. Célula germinativa feminina e várias células germinativas masculinas tentando inserir na primeira o seu DNA. É o processo de fecundação. Mostrando quão distintas são as células, embora colaborem igualmente para a formação da célula primordial no desenvolvimento de um  embrião, que chamamos de zigoto.




01:15 Contextualização histórica. Menciona o preformacionismo (século XVII), que apresentava o espermatozóide na forma de um homúnculo (teoria do animalculismo). Ainda não havia o  conhecimento sobre o DNA.





03:15 A prof. apresenta nova foto de um processo de fecundação, e novamente fala da desproporção (agora de tamanho) entre as células germinativas feminina e masculina. Apresenta os diferentes eventos necessários para a fecundação:


1. Espermatogênese: formação dos sptz nos homens, a partir da puberdade

2. Transporte e armazenamento do produto ejaculado

3. Capacitação: processos químicos e biológicos pelo qual o sptz passa para se tornar capacitado para a fecundação. O sptz recém ejaculado não tem essa potencialidade. Essa capacitação ocorre no útero ou nas tubas uterinas.

4. Ovulação e transporte do ovócito maduro: destaca o termo "ovócito". A célular germinativa feminina fica depositada no ovário e é chamada de ovócito. Cada mulher já nasce com todos os seus ovócitos (não os produz, como os homens produzem sptz), aspecto importante pq com o tempo esses ovócitos têm suas funções comprometidas. São chamados de ovócitos "primários" enquanto estão no ovário e ovócitos "secundários" (ou óvulos) quando são liberados para a fecundação.

5.  Fertilização e ativação do ovócito.




05:59 O objetivo aqui é ter uma noção do processo de fecundação. Os prolongamentos da tuba uterina estão associados à captação do ovócito secundário, que é liberado em razão de processos hormonias e sofre processo de varredura, e é movimentado via tuba uterina por um processo de peristalse.



07:34 As etapas de deslocamento acontecem nos túbulos seminíferos que se localizam nos testículos, através do ducto deferente para que as células germinativas masculinas passem por todo o canal que leva à uretra e à expulsão dessas células.




08:27 Dentro do ovário, o ovócito entra em processo de preparação e capacitação para ser liberado, por causa do estímulo hormonal. É captado pelas extensões da tuba uterina, seguindo o fluxo na trompa de falópio. A fertilização, propriamente dita, ocorre, na maioria das vezes, ainda na região da trompa de falópio. A previsão é que haja liberação de óvulo de um ovário por vez. Quando ocorrem duas liberações e a fertilização em ambos, temos os gêmeos não idênticos. Por isso é comum que mulheres que tenham recebido estimulação hormonal para liberar óvulos tenham gravidezes múltiplas, já que acabam liberando mais de um ovócito secundário.


12:26 É importante ressaltar que, assim que acontece a fertilização, já se inicia um processo de desenvolvimento de múltiplas células (blastocisto), que vão se deslocando até o endométrio (região do útero altamente irrigada, capaz de servir ao desenvolvimento desse pré-embrião). O blastocisto se acomoda no endométrio para dar início ao desenvolvimento embrionário.




14:05 A primeira fase da fertilização é a fusão de membranas. É previsto um controle muito eficiente que permita a entrada de um único sptz no óvulo. Acontece uma fusão de membranas, desde a interação do sptz com a superfície do ovócito e, propriamente, a internalização de seu material genético. Então, o sptz contribui com metade da informação genética, presente na estrutura que perde a membrana.




15:24 Outra etapa da fertilização é a formação do pronúcleo masculino. Essa expressão significa "quase núcleo". Dentro do óvulo já existe o pronúcleo feminino. Segue-se a fusão desses dois conteúdos de material genético, para a formação de um núcleo único.




16:59 Terceira etapa é a formação do zigoto. É o nome que se dá para a estrutura que carrega 100% da informação genética do novo indivíduo, após a fusão dos pronúcleos. O zigoto é chamado de diploide porque contém dois conjuntos completos de cromossomos, um de cada progenitor — ou seja, um conjunto de cromossomos (n) vindo do espermatozoide e outro conjunto (n) do ovócito. Esses dois conjuntos se combinam, formando o número diploide (2n) de cromossomos, que é característico da espécie. Em humanos, por exemplo, o número haploide (n) de cromossomos em espermatozoides e ovócitos é 23. Quando a fertilização ocorre, os dois conjuntos de 23 cromossomos se unem, formando um zigoto com 46 cromossomos, ou seja, diploide (2n = 46).




18:16 Quarta etapa é a fecundação. 




18:59 Outra representação esquemática daquilo que já foi dito. No quadro inferior, apresenta-se o processo de mitose, ou seja, o processo de sucessivas divisões celulares (em que uma célula dá início a outra exatamente igual), que ocorre na trompa de falópio. Cada célula é chamada de blastômero.




20:45 O conjunto de blastômeros, circundados por uma camada celular externa, é chamado de "mórula". A mórula ocorre 3 dias após a fertilização. Os blastômeros já são capazes de produzir hormônio, detectado no exame beta-HCG, após a nidação no útero.


Explicando: Após a fecundação, o zigoto começa a se dividir, originando células chamadas blastômeros. Essas divisões continuam até formar uma estrutura esférica sólida chamada mórula, composta por aproximadamente 16 a 32 blastômeros. Com o passar do tempo, a mórula se transforma em uma cavidade cheia de líquido, chamada blastocisto, que é a fase em que o embrião está pronto para se implantar na parede do útero. O blastocisto contém uma camada externa de células, o trofoblasto, que dará origem à placenta, e uma massa interna de células, que formará o embrião propriamente dito.




22:26 A imagem acima representa as fases de desenvolvimento. Na 1, temos o conteúdo internalizado do material genétido do sptz, na fase 2 vemos que a célula começa a passar por uma organização, que leva à fase 3 em que ocorre a fusão e depois a separação dessas estruturas. Na fase 4, essas estruturas caminham como duas células distintas. Nas fases 5 e 6 vemos a multiplicação ocorrendo. Nos processos de fecundação assistida (in vitro) é possível acompanhar e fazer a implantação, após análise da qualidade do DNA para identificar se há um quadro de normalidade para certas doenças que são autorizadas pela legislação brasileira como avaliáveis.




25:11 As células-tronco embrionárias são aquelas que possuem o potencial para se diferenciarem em quaisquer tecidos. As adultas possuem limitações.




27:35 Representação das células-tronco embrionárias. As figuras abaixo são cortes cistológicos de diversos tecidos, mostrando a variabilidade dos fenótipos (aparências), resultantes das informações dos genes (ou seja, o DNA das células-tronco possuem informações para cada um desses fenótipos). Isso significa que o DNA de todas as células, independentemente de seus fenótipos, é idêntico, porque vindos de uma mesma origem comum.




30:17 Explicação do slide. A previsão de nascimento é de 40 semanas, mas com 38 semanas já temos o bebê formado e pronto para nascer.




31:36 Todo o desenvolvimento visto até aqui acontece em razão dos genes, que produzem ou deixam de produzir proteínas para o desenvolvimento de certa função. O esperado é que todo o desenvolvimento ocorra de maneira coordenada. Podem ocorrer situações inesperadas. Conta-se, aqui, um caso de desenvolvimento desordenado.




34:13 Para além da possibilidade de mutação (vista no slide anterior), temos a epigenética a também alterar o desenvolvimento humano. A epígenética estuda mecanismos moleculares que interferem na função do gene (por exemplo, se passa a produzir mais proteína do que o normal, menos do que o normal, ou se deixa de produzir).



35:00 A epigenética influencia o nosso fenótipo e, inclusive, pode ser variável ao longo da vida. Esse artigo fala da epigenética nos esportes e leva em consideração que genes que estavam adormecidos (silenciados, sem produzir proteína), passam a produzir proteína quando há um estímulo de atividade física.Ou  seja, trata-se de um tipo de interação com o meio ambiente (como a prática do esporte, ou a alimentação).


Esses temas serão trabalhados em detalhe nas próximas aulas da disciplina Genética Humana.


 

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