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Medula espinal e nervos periféricos

 


Figura 1

Figura 1 B



00:05 A ME apresenta fibras eferentes e aferentes.


00:36 As fibras eferentes são aquelas que deixam a ME, saindo pelas raízes anteriores (ou ventrais ou motoras). Leva estímulo nervoso para a periferia.


01:02 As aferentes transportam sinais sensoriais que vêm da periferia até a ME. Formam as raízes posteriores (ou dorsais ou sensitivas).


02:04 As raízes dorsais e ventrais, ao se unirem, formam o nervo espinal. A ME é composta por pares de nervos (do lado direito e do lado esquerdo). Esses nervos são responsáveis pela mesma informação, mas de lados diferentes do corpo.


Cone espinal



02:40 Nos adultos, o tecido nervoso se estende desde o final do bulbo até a margen superior da segunda vértebra lombar. Tem de 42cm a 45cm de comprimento e 2cm de diâmetro. Nos recém-nascidos, vai até a terceira ou quarta vértebra lombar. Isso mostra que, ao longo do desenvolvimento da pessoa, a ME cresce em proporção menor que a coluna vertebral, o que explica, inclusive, o fato de que o nome dado a partes da ME não corresponda exatamente à parte da coluna vertebral nos adultos (mas correspondia quando recém-nascido). Essa diferença vai ficando mais acentuada à medida em que essas estruturas descem (princípio céfalo-caudal do crescimento). Na região L2, a ME assume a forma de um cone e, por isso, essa parte é chamada de cone medular.





07:15 Ao longo da estrutura da ME temos dois plexos [Mais de dois, mas a profa destacou esses dois]. O braquial possibilita a inervação dos membros superiores; o lombossacral possibilita a inervação dos membros inferiores. São essas as duas regiões de controle motor dos membros.


Figura 2



08:28 No centro da medula temos o H medular, formado por massa cinzenta. Essa massa cinzenta vai alterando sua conformação ao longo da ME. Assim como no encéfalo, a medula espinal é protegida pelas meninges. As meninges  se dividem em camadas (pia-máter, aracnóide e dura-máter), sendo a pia-máter a mais interna e a dura-máter a mais externa.


Figura 3



10:58 O H medular vai se alterando ao longo da ME e isso acontece de acordo com as funções a que estão ligados esses corpos celulares. As "pontas" do H são chamadas de cornos (portanto, dois posteriores e dois anteriores). Em alguns lugares, há também cornos laterais (como se a linha horizontal do H se estendesse para um pouco além das linhas verticais). Dos cornos laterais partem nervos do sistema nervoso autônomo. Portanto, cornos laterais estão vinculados ao sistema nervoso autônomo.




13:44 Em todos os cornos, encontram-se corpos celulares e a porção amielínica dos axônios. Nos cornos posteriores, esses corpos celulares e essa porção amielinica pertencem aos interneurônios, que recebem informação aferente de axônios sensoriais ali presentes. Nos cornos anteriores, esses corpos celulares e essa porção amielínica são de neurônios motores somáticos (eferentes). Os cornos laterais, como dito acima, apresentam corpos celulares e porção amielínica dos axônios de neurônios motores autônomos (principalmente na porção torácica).


16:55 Do ponto de vista funcional, o SNP é dividido em somático e autônomo (e o autônomo subdividido em simpático, parassimpático e entérico). Do ponto de vista anatômico, é dividido em nervos e gânglios. O sistema somático vinculado aos movimentos voluntários e o sistema autônomo, os movimentos involuntários.




18:32
No SNP não há divisão entre substância branca e cinzenta. A subdivisão é entre fibra nervosa, nervo e gânglios.

Figura 4


Figura 5
Figura 6




25:20 Esses nervos são divididos em dois grupos: cranianos e raquidianos. Os cranianos partem do encéfalo


31:04 Os raquidianos ou espinais partem da ME. São 31 pares.


32:11 A ME termina, mas os nervos continuam saindo até para regiões mais inferiores. Essa é a chamada cauda equina.





Figura 7


34:55 Na imagem, vemos o nervo espinhal (que faz parte do sistema nervoso periférico), chegando à medula e se bifurcando em raiz dorsal e raiz ventral. A dorsal é sensitiva, trazendo informação da periferia; e a ventral é motora, enviando informação à periferia. É por isso que são chamadas de raízes mistas.


Figura 8


35:42 Lembrando que os nervos são análogos à substância branca, formados apenas pelos prolongamentos dos neurônios (axônios). Os corpos celulares dos neurônios que formam as fibras motoras se localizam na própria medula espinal (presentes na substância cinzenta da ME). Por outro lado, as fibras sensitivas possuam o corpo celular fora da medula, mas próximos a ela (são laterais à medula), formando estruturas chamadas gânglios espinhais dorsais (gânglio é uma estrutura análoga à substância cinzenta, mas presente na periferia).


38:44 Esses corpos celulares presentes nos gânglios espinhais dorsais fazem sinapse com os axônios de outros neurônios que vêm da periferia, recebendo a informação sensitiva por seus dendritos.


38:44 Quando a informação vinda da periferia chega à ME, é levada até a substância cinzenta (nos cornos dorsais), onde se encontram os corpos celulares dos interneurônios, que processam a informação e entregam a resposta aos nervos motores (nos cornos ventrais). Estes nervos motores respondem à informação (ao estímulo), enviando mensagem motora de volta.


Figura 9

40:24 Observemos de novo onde esses nervos se encontram. Os nervos cervicais presentes na coluna cervical. Os nervos torácicos acompanham a coluna torácica, mas terminam antes de ela terminar (terminam em T11, enquanto a coluna vai até T12). Os nervos lombares se iniciam em T11 e vão apenas até L1. Os nervos sacrais se iniciam em L1 e vão até L2, onde termina a ME. A partir daí, nervos se projetam na região sacral da coluna vertebral (cauda equina).

Figura 10



41:18 Essa imagem é chamada de dermátomo, um mapa sensorial e motor do corpo, onde vemos qual região é enervada por qual estrutura da ME. Observa-se que os membros superiores possuem enervação principalmente na região cervical. A região torácica possuem enervação na  região torácica. A parte anterior e lateral dos membros inferiores, na região lombar. E a parte posterior dos membros inferiores, na região sacral.


Figura 11


42:27 Nosso padrão de dermátomo é de quadrúpedes, que possuem o padrão cervical, torácico, lombar e cervical bem organizados.


Figura 12



42:53 O dermátomo nos ajuda a avaliar os efeitos das lesões medulares.


Diferença entre fibras nervosas e nervos

  1. Fibras nervosas: São os axônios de um neurônio. Cada neurônio possui um axônio, que é uma extensão longa e fina que transmite os impulsos nervosos do corpo celular do neurônio para outros neurônios ou para células-alvo, como as células musculares. Ou seja, a fibra nervosa é essencialmente o axônio de um neurônio.

  2. Nervos: São compostos por um conjunto de várias fibras nervosas (ou axônios) agrupadas. Os nervos, então, contêm muitos axônios de diferentes neurônios, e podem ser considerados como "cabos" que transportam impulsos nervosos entre o sistema nervoso central e diferentes partes do corpo.

O que a frase significa?

Quando se fala que as "fibras nervosas periféricas vão inervar as células musculares esqueléticas", isso está se referindo aos axônios dos neurônios motores. Cada neurônio motor envia um único axônio (a fibra nervosa) até o músculo esquelético, onde ele vai fazer sinapse com as fibras musculares (células musculares esqueléticas). Portanto, quando diz que é "formado por um único neurônio", a frase está se referindo ao fato de que um neurônio motor individual pode ter seu axônio (ou fibra nervosa) inervando várias fibras musculares, mas ainda assim esse conjunto de fibras musculares recebe a inervação de apenas um neurônio motor.

Exemplo prático:

Imagine que um neurônio motor tem um axônio que vai do sistema nervoso até um músculo esquelético. Quando o impulso elétrico percorre esse axônio (fibra nervosa), ele vai atingir várias células musculares (fibras musculares), ativando-as para contrair ao mesmo tempo. Esse conjunto de uma célula nervosa (neurônio motor) e todas as fibras musculares que ele inerva é chamado de unidade motora.

Então, resumindo:

  • Fibras nervosas são os axônios dos neurônios.
  • Um neurônio motor individual pode inervar várias fibras musculares (células do músculo esquelético), mas é sempre um único axônio que faz isso.
  • Nervos são compostos por muitos axônios de diferentes neurônios.

Figura 13

A imagem acima mostra o circuito do estímulo sensitivo e da resposta motora. Ao analisar a parte do estímulo, percebi que o nervo sensitivo não parece ter dendritos que recebem a informação (pois não aparece o corpo celular com os dendritos). A resposta:

O Neurônio Sensitivo e Suas Estruturas

Os neurônios sensitivos, também chamados de neurônios pseudounipolares (em muitos casos, como os que inervam a pele e outros tecidos), têm uma morfologia peculiar que permite que a informação sensorial seja transmitida da periferia para o sistema nervoso central de maneira eficiente, apesar do corpo celular estar localizado nos gânglios espinhais dorsais, próximos à medula espinhal.

Como o neurônio sensitivo funciona:

  1. Estrutura do neurônio pseudounipolar:

    • Este tipo de neurônio tem uma única extensão que se ramifica em duas: uma ramificação vai em direção à periferia (por exemplo, pele, órgãos) e a outra vai em direção à medula espinhal. Essa única extensão é considerada um axônio, mas ele tem uma porção que funciona de maneira semelhante a um dendrito para captar estímulos sensoriais.
  2. Captação do estímulo na periferia:

    • Embora os dendritos em neurônios típicos estejam diretamente conectados ao corpo celular, nos neurônios pseudounipolares a parte que capta os estímulos na periferia é, na verdade, uma parte do axônio que se especializou para funcionar como um dendrito.
    • Esse "dendrito especializado" ou "extremidade periférica do axônio" está na periferia do corpo (pele, músculos, articulações etc.), onde ele detecta estímulos como dor, calor, frio, pressão, etc.
  3. Transmissão do impulso:

    • Quando um estímulo sensorial é captado por essa extremidade periférica (na pele, por exemplo), ele gera um potencial de ação (impulso elétrico).
    • Esse potencial de ação percorre a extensão periférica do axônio (que funciona como se fosse um dendrito, mas tecnicamente é uma parte do axônio) e passa diretamente através do corpo celular, localizado no gânglio espinhal dorsal, sem a necessidade de uma sinapse no corpo celular.
    • O impulso segue pela porção central do axônio, que está conectada à medula espinhal, e então entra no sistema nervoso central.

Resumindo a trajetória:

  • A extremidade periférica do axônio (que atua de maneira semelhante a um dendrito) capta a informação sensitiva na periferia (como na pele, músculos ou órgãos).
  • O potencial de ação gerado viaja ao longo do axônio até o corpo celular, que está nos gânglios espinhais dorsais (perto da medula).
  • O corpo celular não é o ponto onde a informação se "processa", mas é apenas uma estrutura de suporte que mantém a célula viva.
  • O impulso nervoso continua viajando pela outra porção do axônio, que agora entra na medula espinhal, levando a informação sensorial para o sistema nervoso central.

Conclusão:

Embora o corpo celular do neurônio sensitivo esteja próximo à medula espinhal, os dendritos especializados (extremidades periféricas do axônio) que captam as informações sensoriais estão na periferia do corpo, longe da medula. Esses neurônios são organizados de forma a garantir que a captação de estímulos ocorra na periferia, enquanto o corpo celular fica em um gânglio próximo à medula espinhal.





Figura 14


52:35 Apenas uma breve noção sobre o sistema nervoso periférico autônomo (SNPA). Ele é uma das ramificações funcionais do SNP (que é dividido em SNPS e SNPA). O SNPA é subdividido em simpático e parassimpático. Em termos anatômicos, os gânglios simpáticos estão presentes na região tóraco-lombar, enquanto os gânglios parassimpáticos se localizam próximos ou dentro dos órgãos efetores. As fibras simpáticas saem da medula espinhal nas regiões torácica e lombar. Já as fibras parassimpáticas saem da região craniana (nervos cranianos, especialmente o nervo vago) e da região sacral da medula espinhal, sendo, portanto, o parassimpático classificado como craniossacral e o simpático como tóraco-lombar.

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