Pular para o conteúdo principal

Meninges, cavidades e líquor



00:11 As meninges são um conjunto de membranas que envolvem completamente o sistema nervoso central, formadas por um  tecido conjuntivo. Sua função é isolar e proteger o sistema nervoso central.





01:01 São três subdivisões: dura-mater, aracnoide e pia-mater.



01:46 Essas meninges fazem a conexão entre o osso e o tecido cerebral. A meninge tem uma função mecânica, de proteger o tecido nervoso de impactos, mas também tem outras  funções: biológica (impede a entrada de microorganismos) e impedir a aderência do tecido nervoso ao osso.

Nesta imagem, é apresentada uma visão geral das meninges, as três camadas de membranas que protegem o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). A imagem destaca:

  1. Dura-máter: A camada mais externa, protetora, resistente e de natureza mais espessa. É classificada como parte da "paquimeninge".
  2. Aracnoide: A camada intermediária, mais delicada, situada entre a dura-máter e a pia-máter.
  3. Pia-máter: A camada mais interna, que é fina e está intimamente aderida ao tecido cerebral, sendo classificada como parte da "leptomeninge".



A dura-máter é mostrada como uma camada espessa, composta de tecido conjuntivo denso e rico em fibras colágenas. Ela é ricamente vascularizada, principalmente pela artéria meníngea média, o que é essencial para o suprimento sanguíneo da região. A vascularização é importante porque possíveis lesões nessa camada podem causar sangramentos intracranianos, devido à proximidade dos vasos.


Nesta ilustração, vemos a inervação da dura-máter pelo nervo trigêmeo, que é responsável por quase toda a sensibilidade intracraniana, uma vez que o cérebro em si não possui terminações nervosas sensitivas. Isso explica por que a maioria das dores de cabeça origina-se na dura-máter e não no próprio tecido cerebral. A imagem destaca áreas de inervação e inflamação que podem contribuir para a dor de cabeça.

No caso de enxaquecas com fotofobia, não se sabe ainda o motivo de que a luz provoca uma hiperativação do nervo trigêmeo,que leva a uma resposta de dilatação dos vasos que irrigam a dura-mater, comprimindo-a.


Aqui, a imagem mostra que a dura-máter é constituída por dois folhetos:

  • Folheto Externo (Periósteo Interno): Fortemente aderido à face interna dos ossos do crânio. Quando se retira uma parte do osso do crânio, esse folheto sai junto, aderido a ele.
  • Folheto Interno (Meníngeo): Em contato com as camadas internas das meninges. Essa estrutura em camadas ajuda na proteção do cérebro e possibilita a criação de espaços onde o sangue venoso pode drenar, como nos seios venosos.
Como o cérebro é formado por giros, nos sulcos os dois folhetos se separam, abrindo espaço entre eles. Esse espaço de separação entre os dois folhetos da dura-máter em razão dos sulcos é chamado "sino".

Nesta última imagem, temos um corte esquemático mostrando a disposição das meninges (dura-máter, aracnoide e pia-máter) em relação ao crânio e ao cérebro. A imagem destaca:

  • A dura-máter aderida ao osso.
  • A aracnoide e o espaço subaracnoideo, onde circula o líquido cerebrospinal, que serve de amortecedor para o cérebro.
  • A pia-máter, que é a camada mais fina e aderente ao cérebro.

Dura-máter no Canal Vertebral

Nesta imagem, a dura-máter é mostrada em sua posição ao redor da medula espinhal no canal vertebral. Diferente da dura-máter que envolve o cérebro, que possui dois folhetos, a dura-máter espinhal tem apenas um folheto. Esse folheto é a continuidade da camada meníngea da dura-máter craniana. A imagem também mostra a aracnoide, pia-máter e o ligamento denticulado, estruturas que ajudam a fixar e proteger a medula espinhal.




Essas imagens ilustram o hematoma subdural, uma condição médica em que ocorre acúmulo de sangue entre a dura-máter e a aracnoide, geralmente devido a traumatismos cranianos. Na primeira imagem, é mostrado o acúmulo de sangue em vermelho, comprimindo o cérebro. Na segunda imagem (imagem de ressonância magnética), o hematoma subdural aparece como uma área mais escura, destacada pelas setas brancas, indicando a pressão exercida sobre o tecido cerebral. Esse tipo de lesão é particularmente perigoso, pois pode levar a danos cerebrais devido ao aumento da pressão intracraniana.





Aracnoide

A imagem ilustra a aracnoide, que é a meninge intermediária com uma aparência de "teia de aranha". ATENÇÃO: na imagem de cima, a seta está longa demais, pois a aracnóide é aquela membrana em vermelho. Ela envia estruturas chamadas trabéculas aracnoides através do espaço subaracnoideo, que é preenchido com líquido cerebrospinal, em direção à pia-máter. Esse espaço subaracnoideo funciona como um sistema de amortecimento para o cérebro e a medula espinhal. A aracnoide está situada entre a dura-máter (camada externa) e a pia-máter (camada interna), e essa disposição protege o sistema nervoso central contra impactos.




Granulações Aracnoides

Esta imagem mostra as granulações aracnoides, pequenos tufos que a aracnoide forma em alguns pontos específicos (nos sinos). Essas granulações têm um papel importante na drenagem do líquido cerebrospinal (líquor) para o sistema venoso. Elas se projetam para dentro dos seios venosos, especialmente o seio sagital superior, permitindo que o líquor seja absorvido e recircule no sistema sanguíneo, essencial para a homeostase do ambiente cerebral.


Pia-máter e Estruturas Circundantes

A pia-máter é a camada mais interna das meninges e adere intimamente à superfície do encéfalo e da medula espinhal. Esta imagem detalha como a pia-máter se posiciona logo abaixo da aracnoide e da dura-máter, mostrando também a sequência de camadas desde a pele, passando pela aponeurose e pelo osso craniano até as meninges. A pia-máter é altamente vascularizada e acompanha as dobras do cérebro, ajudando a fornecer suporte e nutrição ao tecido nervoso.



Pia-máter e Espaços Perivasculares

Embora seja delicada, a pia-máter desempenha um papel importante em dar forma e resistência ao tecido nervoso. A imagem ilustra como ela acompanha os vasos sanguíneos, especialmente as artérias, até o nível capilar, levando o espaço subaracnoideo ao redor dos vasos. Esses espaços, denominados espaços perivasculares de Virchow-Robin, contêm líquor e são importantes na circulação e no metabolismo cerebral.




Espaços Meníngeos

Esta imagem resume os principais espaços meníngeos:

  • Espaço subaracnoide: Localizado entre a aracnoide e a pia-máter, contém o líquido cerebrospinal, que age como um amortecedor para o cérebro.
  • Espaço subdural: Um espaço virtual entre a dura-máter e a aracnoide, que pode se preencher com sangue em caso de lesões, resultando em um hematoma subdural.
  • Espaço epidural (virtual): Encontrado entre a dura-máter e o osso craniano; esse espaço é também virtual, mas em casos de traumas pode se encher de sangue, formando um hematoma epidural.






Nesta imagem, observamos uma visão transversal da medula espinhal e dos espaços meníngeos que a envolvem. Ela detalha as diferentes camadas protetoras e os espaços entre elas, essenciais para a proteção e funcionalidade do sistema nervoso central.

Estruturas e Espaços Meníngeos

  1. Espaço Epidural: Localizado entre a dura-máter e o osso (corpo vertebral). Este espaço contém tecido adiposo e uma rede de vasos sanguíneos. É nesse espaço que é realizada a anestesia epidural, frequentemente utilizada em procedimentos médicos, como durante o parto. Assim, enquanto o espaço epidural é meramente virtual no cérebro, aqui, na medula espinhal, ele é um espaço real,  devido  à ausência do folheto externo da dura-máter.

  2. Dura-máter: A camada externa mais espessa e resistente que envolve a medula espinhal, proporcionando uma proteção robusta contra impactos.

  3. Espaço Subdural: Este é um espaço virtual, situado entre a dura-máter e a aracnoide. Em condições normais, ele é potencial, pois as duas camadas estão em contato. Contudo, em caso de lesão ou sangramento, pode se preencher de líquido, originando um hematoma subdural.

  4. Aracnoide: A meninge intermediária, com aspecto semelhante a uma teia, que permite a circulação do líquido cerebrospinal. Esse líquido atua como um amortecedor, protegendo a medula espinhal contra movimentos bruscos.

  5. Espaço Subaracnoideo: Situado entre a aracnoide e a pia-máter, contém o líquido cerebrospinal (líquor), essencial para a absorção de impactos e a nutrição da medula espinhal.

  6. Pia-máter: A camada mais interna e delicada das meninges, que está aderida diretamente à superfície da medula espinhal. A pia-máter acompanha a medula em toda a sua extensão e envia prolongamentos chamados ligamentos denticulados, que a fixam à dura-máter, ajudando a estabilizar a medula espinhal dentro do canal vertebral.

  7. Raízes Nervosas: A imagem também mostra as raízes dorsal e ventral dos nervos espinhais, que emergem da medula espinhal e atravessam esses espaços para se conectarem com o resto do corpo. A raiz dorsal é responsável pelas fibras sensoriais, enquanto a raiz ventral conduz fibras motoras.

Essa configuração dos espaços e meninges ao redor da medula espinhal oferece proteção mecânica e permite a circulação do líquido cerebrospinal, ambos fundamentais para a saúde e o funcionamento adequado do sistema nervoso.


Ventrículos e Líquor







Líquor e Ventrículos (Visão Sagital)

A primeira imagem apresenta o sistema ventricular do cérebro em uma visão sagital, destacando:

  • Ventrículos Laterais: Localizados em cada hemisfério cerebral, são os maiores ventrículos e produzem grande parte do líquor.
  • Terceiro Ventrículo: Situado na linha média, conecta-se aos ventrículos laterais por meio dos forames interventriculares (de Monro).
  • Quarto Ventrículo: Localizado entre o tronco encefálico e o cerebelo, comunica-se com o terceiro ventrículo através do aqueduto cerebral.
  • Líquor Cefalorraquidiano: O líquor é produzido nos plexos coróides dos ventrículos e circula por eles, protegendo o cérebro e a medula espinhal de traumas, além de auxiliar na eliminação de resíduos.

A segunda imagem em cortes lateral e anterior, são evidenciados:

  • Forames interventriculares: Conectam os ventrículos laterais ao terceiro ventrículo.
  • Aqueduto cerebral: Canal que permite a passagem do líquor entre o terceiro e o quarto ventrículo.
  • Canal central da medula espinhal: Extensão do quarto ventrículo, por onde o líquor continua sua circulação ao longo da medula espinhal.




Características do Líquor e Fluxo

O LCR (líquido céfalo-raquidiano), também conhecido por LCE (líquido cérebro-espinhal), é um fluido aquoso e incolor, muito semelhante ao plasma mas sem as proteínas, que ocupa o espaço subaracnoideo e o sistema ventricular. Suas funções principais incluem:

  • Proteção mecânica: Atua como um amortecedor para o cérebro e a medula espinhal, protegendo contra impactos.
  • Proteção biológica: O LCR remove substâncias potencialmente nocivas e ajuda a manter o ambiente adequado para o funcionamento neural.
  • Produção: É produzido nos plexos coroides e pelo epêndima no sistema ventricular.
  • Circulação e renovação: O líquor circula lentamente e é renovado a cada 8 horas, com um volume total de aproximadamente 100-150 mL.

Função de Drenagem do Líquor

Além de suas funções de proteção, o LCR também é responsável por drenar substâncias indesejadas, como toxinas e resíduos, do cérebro para fora. Todo o volume de LCR é renovado cerca de três a quatro vezes ao dia, o que é fundamental para a homeostase do sistema nervoso central.

O líquido é produzido, principalmente, no plexo coroide do ventrículo lateral. O plexo coroide é uma estrutura especializada localizada dentro dos ventrículos do cérebro, responsável pela produção do líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor. Ele é composto por uma rede de capilares sanguíneos cobertos por células epiteliais (células ependimárias), que formam uma barreira seletiva chamada de barreira hematoencefálica.

Localização do Plexo Coroide

O plexo coroide está presente em todos os ventrículos do cérebro:

  • Nos ventrículos laterais (1º e 2º ventrículos), que estão em cada hemisfério cerebral.
  • No terceiro ventrículo, que está localizado na linha média do cérebro, entre os ventrículos laterais.
  • No quarto ventrículo, localizado entre o tronco encefálico e o cerebelo.
Obs.: A palavra "plexo" vem do latim plexus, que significa "entrelaçamento" ou "rede". Esse termo é derivado do verbo latino plectere, que significa "trançar" ou "entrelaçar". E a palavra "coroide" significa em forma de coral marítimo.

Em anatomia, o termo "plexo" é usado para descrever redes complexas de nervos, vasos sanguíneos ou outras estruturas que se entrelaçam e formam uma espécie de rede ou emaranhado. Exemplos incluem o plexo coroide (rede de capilares que produz o líquido cefalorraquidiano) e os plexos nervosos, como o plexo braquial e o plexo lombar, que são redes de nervos que servem várias partes do corpo.

O termo, portanto, enfatiza a ideia de interconexão e de uma estrutura que não é linear, mas sim composta de múltiplas ramificações entrelaçadas.



Fluxo do Líquor e Estruturas Envolvidas

A imagem apresenta o fluxo do LCR através das diferentes estruturas do sistema ventricular:

  1. Ventrículos Laterais (1º e 2º Ventrículos): Onde o LCR é inicialmente produzido.
  2. Forame Interventricular (de Monro): Conecta os ventrículos laterais ao terceiro ventrículo.
  3. Terceiro Ventrículo: Recebe o LCR dos ventrículos laterais.
  4. Aqueduto Cerebral (de Sylvius): Canal que conecta o terceiro ao quarto ventrículo.
  5. Quarto Ventrículo: Distribui o LCR para a medula espinhal e o espaço subaracnoideo através da abertura mediana (de Magendie) e das aberturas laterais (de Luschka).



Absorção e Drenagem do Líquor

Nesta imagem, o processo de absorção do líquor pelo sistema venoso é explicado:

  • O líquor é absorvido na circulação sanguínea pelas granulações aracnoides (também chamadas de vilosidades aracnoides), que estão localizadas nos seios venosos meníngeos, especialmente no seio sagital superior.
  • Depois de absorvido, o líquor é drenado para a veia jugular interna, onde se mistura com o sangue venoso para ser eliminado do sistema nervoso central.
  • Esse processo de circulação do líquor é lento, mas essencial para manter o equilíbrio de pressão e a remoção de resíduos.

Estruturas Envolvidas na Circulação do Líquor

Esta imagem detalha as estruturas principais do sistema ventricular e o caminho do LCR:

  1. Plexo coroide do ventrículo lateral – onde o LCR é produzido.
  2. Forame interventricular (de Monro) – conecta os ventrículos laterais ao terceiro ventrículo.
  3. Plexo coroide do terceiro ventrículo – continua a produção de LCR.
  4. Aqueduto cerebral (de Sylvius) – conecta o terceiro ventrículo ao quarto ventrículo.
  5. Plexo coroide do quarto ventrículo – também contribui para a produção de LCR.
  6. Abertura medial (de Magendie) – permite a saída do LCR para o espaço subaracnoideo em direção à medula.
  7. Abertura lateral (de Luschka) – outras saídas para o LCR em direção ao espaço subaracnoideo, em direção ao cérebro.


Hidrocefalia

A imagem sobre hidrocefalia apresenta a condição resultante do desequilíbrio entre a produção e a absorção de LCR:

  • A hidrocefalia ocorre quando há acúmulo excessivo de LCR, o que aumenta a pressão intracraniana.
  • Em crianças, a hidrocefalia pode causar macrocrania (aumento do tamanho da cabeça) e o sinal do "olhar de sol poente" (olhar voltado para baixo), devido à pressão no sistema nervoso.
  • Em adultos, o excesso de LCR gera hipertensão intracraniana, pois o crânio já está totalmente formado e não pode expandir para acomodar o aumento de líquido.


Nesta imagem, são apresentadas as duas principais abordagens de tratamento cirúrgico para hidrocefalia, uma condição em que há acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no sistema ventricular do cérebro, causando aumento da pressão intracraniana. As duas intervenções destacadas são:

1. Derivação Ventrículo-Peritoneal (A)

Na derivação ventrículo-peritoneal, um cateter é inserido no ventrículo cerebral para drenar o LCR em excesso e redirecioná-lo para a cavidade peritoneal (abdômen), onde o líquido é absorvido pelo corpo. Este método é um dos mais comuns para o tratamento da hidrocefalia e envolve a implantação de uma válvula que regula a quantidade de LCR drenado, garantindo que a pressão intracraniana permaneça estável.

2. Derivação Ventrículo-Atrial (B)

Na derivação ventrículo-atrial, o LCR é redirecionado para o átrio direito do coração. A técnica é similar à derivação ventrículo-peritoneal, mas o cateter drena o líquido diretamente na corrente sanguínea através do coração. Este método é usado em casos onde a cavidade peritoneal não é adequada para absorver o LCR.

DVE - Drenagem Ventricular Externa

No lado direito da imagem, temos a Drenagem Ventricular Externa (DVE), um procedimento temporário usado para monitorar a pressão intracraniana e drenar o LCR externamente. Nesta abordagem, um cateter é colocado diretamente no ventrículo e conectado a um sistema de drenagem e monitoramento fora do corpo, que permite o ajuste fino da pressão. Esse método é comum em cuidados intensivos para controle temporário da hidrocefalia ou monitoramento após a cirurgia.

Esses procedimentos são essenciais para aliviar a pressão intracraniana causada pelo acúmulo de LCR, protegendo o tecido cerebral e evitando danos permanentes. A escolha do método depende de fatores como idade do paciente, condições médicas e a possibilidade de absorção do LCR na cavidade peritoneal ou sistema circulatório.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Grandes vias eferentes e aferentes

GRANDES VIAS AFERENTES [Esta imagem descreve as Grandes Vias Aferentes do sistema nervoso, que são responsáveis por conduzir informações sensoriais dos receptores periféricos (como pele e órgãos internos) até o sistema nervoso central (SNC), especificamente para o cérebro e o cerebelo. Estrutura da Imagem Tópicos das Vias Aferentes : As vias aferentes incluem: Nervos Cranianos : Transmitem informações sensoriais da cabeça e algumas partes internas. Nervos Espinhais : Transmitem informações do resto do corpo até a medula espinhal. Informações Sensitivas : Podem ser Somáticas (relacionadas ao corpo em geral, como pele e músculos) ou Viscerais (relacionadas aos órgãos internos). Podem também ser Especiais (sentidos específicos como visão e audição) ou Gerais (informações como dor e temperatura). Componentes Sensitivos : A imagem divide as informações sensitivas em Sensitivos Somáticos (SS) e Sensitivos Viscerais (SV) : Sensitivos Somáticos (SS) : Gerais : Incluem sensações como tato...

Tronco Encefálico e nervos cranianos (anatomia macroscópica, áreas de substância cinzenta, aspectos funcionais e clínicos)

TRONCO ENCEFÁLICO Aula presencial de 03/09/2024 O tronco encefálico é dividido em mesencéfalo, ponte e bulbo. Mesencéfalo O mesencéfalo é uma parte essencial do sistema nervoso central, localizado entre o diencéfalo e a ponte. No mesencéfalo, encontramos o aqueduto cerebral , que divide essa estrutura em duas partes: uma dorsal e outra ventral. Na região dorsal , conhecida como teto , estão presentes dois pares de estruturas chamadas colículos , sendo dois superiores e dois inferiores. Os colículos superiores estão relacionados à coordenação visual, enquanto os colículos inferiores são importantes para a audição. Na região ventral do mesencéfalo, encontramos a substância negra e os núcleos rubros , ambos envolvidos no controle de movimentos automatizados e controlados. Esses movimentos, com a repetição, se tornam automáticos e passam a ser regulados por essas estruturas. A doença de Parkinson, por exemplo, é caracterizada pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos presentes na ...

Epigenética

  01:25  Mesmo em gêmeos monozigóticos (que possuem informação genética idêntica),  surgem diferenças de fenótipo. Isso acontece porque  fenótipo = genótipo + influências do ambiente . 03:13  A epigenética é definida como o estudo das mudanças hereditárias na expressâo gênica que independem de mudanças na sequência primária de DNA. Segue explicação dessa definição pelo ChatGPT: A definição de epigenética que você forneceu refere-se ao campo de estudo que investiga como a expressão dos genes pode ser alterada sem que haja modificações na sequência básica do DNA (ou seja, nas letras que compõem o código genético). Aqui está uma explicação mais detalhada dessa definição: Mudanças hereditárias : Isso significa que certas modificações podem ser transmitidas de uma geração para outra. Essas mudanças não envolvem alterações no DNA em si, mas afetam como os genes são ativados ou desativados. Expressão gênica : A expressão gênica refere-se ao processo pelo qual a informa...